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Beatriz Rosario – ALFA – CapaFinal-2

BEATRIZ ROSÁRIO LANÇA ÁLBUM DE ESTREIA: “ALFA”

É a confirmação de uma certeza há muito anunciada: o álbum de estreia de Beatriz Rosário, uma voz nascida no fado de Coimbra, a sua cidade natal, mas com alcance para alargar as fronteiras da tradição, expandindo-a a novos territórios, como se comprova neste ‘ALFA’, cujo título remete para as viagens de comboio entre Coimbra e Lisboa e para as viagens interiores feitas pela cantora até chegar a este trabalho.

E se ainda existem dúvidas sobre a felicidade deste casamento entre inovação e tradição, as mesmas ficam logo dissipadas na faixa inicial do disco, nada mais nada menos que o clássico Balada da Despedida – Coimbra Tem Mais Encanto – interpretado sob uma nova roupagem, mais atual, que em nada belisca a memória e o legado do fado coimbrão – bem pelo contrário. 

Soa familiar, mas também a novo, esta apropriação carregada de simbolismo do fado de Coimbra, cuja tradição ainda associa aos homens, mas que neste caso é cantado por uma mulher. Ela própria antiga estudante da Universidade de Coimbra, onde se formou em Economia, Beatriz Rosário faz-se acompanhar nesta original versão da Serenata Monumental de Coimbra pela Estudantina da Universidade, numa celebração da cultura académica que representa, também, uma evolução na própria tradição. 

Tida como uma das imagens de marca da cantora, este constante renovar das tradições está também presente em Madalena, outro dos marcos do repertório académico da cidade, que sob a sua voz ganha toda uma nova perspetiva, através de versos como “eu só estou de passagem, não chores mais por mim” e “sou Madalena, anjo selvagem, não tem par nem quer marido”.

Acompanhada pela Estudantina da Universidade, Beatriz Rosário transforma este verdadeiro êxito académico na carta de uma mulher que quer ser livre e se recusa a ser aprisionada pelo passado, numa leitura progressista da canção que, mais uma vez, reinventa a tradição com um toque contemporâneo e feminista.

Mas se o fado de Coimbra foi (e ainda é) o ponto de partida para este tão autobiográfico disco, Beatriz Rosário quer ir mais além, embora sem nunca o renegar, através de uma linguagem mais pop e urbana.

Nem de outra forma poderia ser, pois é de memória afetiva que se trata, quando falamos de Beatriz Rosário. Afinal, a música em geral e o fado em particular, entraram-lhe pela vida adentro ainda em criança, por influência dos discos do avô. E foi também a sua avó, Rosário, a primeira a insistir que cantasse. O próprio apelido artístico de Beatriz surge como homenagem a esta influência tão marcante, a quem dedica também o novo tema Voa.

Este trazer da vida real para a música está também presente em faixas como Raspão, um tema sobre amores adiados, paixões desencontradas e as consequentes dúvidas que daí advêm, ou Crescem Flores, que serviu como single de apresentação do álbum e se assume como uma verdadeira canção de amor, a remeter para “um período de instabilidade emocional no qual a paixão floresceu”, inspirando a artista a seguir um novo rumo, agora materializado em ‘ALFA’.

Considerada uma das maiores promessas do fado, Beatriz Rosário nunca escondeu o gosto e interesse por outros estilos musicais, como ficou logo demonstrado no EP “Rosário”, muito bem recebido pela crítica e pelo público, que logo em 2022 lhe esgotou o concerto de estreia em nome próprio, no Capitólio, em Lisboa. 

Desde então, atuou nalguns dos mais importantes festivais em Portugal, como Meo Sudoeste, Meo Marés Vivas, Festival F, Super Bock em Stock ou Sol da Caparica.

‘ALFA’ é editado finalmente hoje e conta com colaboração de uma extensa lista de produtores e songwriters, como Ivo Lucas, Murta, Filipe Survival, Bárbara Tinoco, Feodor, Diogo Guerra, Ariel e Migz, Ellanor, TYOZ, Riic Wolf, Gonzalo Tau ou Xtinto.