THE LEGENDARY TIGERMAN - Informação Acerca Do Artista

Descobri que, aquela que seria aparentemente uma tarefa simples – afinal sou manager do Artista, amigo do homem, passo bastante tempo da minha vida com ambos e assisti à concepção deste Álbum desde o primeiro dia – não o é, seguramente. Não porque falte aqui matéria ou tenha perdido os vocábulos e as metáforas para atribuir às estórias de que é feito “True”.

Não porque seja complicado contar aqui a história das canções e versar sobre o resultado que encontramos no Álbum e sobre como tudo isso vem de dentro de um dos mais Talentosos Artistas que conheço.

A realidade é que ao ouvir as 13 canções, ao ver o documentário e a curta-metragem, sinto que tenho que escrever o maldito texto à altura da entrega que o Artista deu às partes que compõem esta obra. E tudo fica muito mais difícil.

Quero ser verdadeiro, quero levar todas as idiossincrasias deste disco tão único a quem me lê. Sem metáforas, sem truques de semântica. Um texto verdadeiro.

Porque, o Paulo Furtado, ao invés de pensar que tem um disco de Platina de “Femina” lá em casa e que esse objecto provoca uma pressão qualquer que eu até conheço bem (tenho um galardão igual ao dele pendurado mesmo atrás de mim e sei quanto pesa na gestão de uma carreira) resolveu criar um disco cujo título é “True” porque assenta na verdade artística e musical que o alimenta.

Porque, o Legendary Tigerman, não quer saber muito de galardões, nem de objectivos comerciais, não quer saber de nada dessas coisas que são tanto na vida de outros. O que acredito é que o Tigerman quer continuar aquilo que começou há mais de uma década: a evolução de um género musical que lhe está na pele, nos ossos, na Alma. E para o fazer tem que ser verdadeiro. Talvez por saber isso tenha dado o título de “True” a este novo trabalho.

“True” tem rock’n’roll, tem blues e canções. O Tigerman igual a si mesmo, fiel ao que sempre foi, sem concessões.

Mas quis a verdade deste disco que “Wild Beast” e “Love Ride” tivessem cordas; que em “Gone” se ouçam instrumentos de sopro; que “Green Onions” viva num órgão; que “Is My Body Dead?” grite com mil vozes. Assim desponta o risco e a possibilidade deste disco ter sido criado em cima do erro – a aventura de querer transformar / evoluir géneros musicais (ilusoriamente) estanques tem mais perigos do que pode aparentar. Porque um one man band é mesmo só um homem-banda que toca todos os instrumentos.

E para não termos quaisquer dúvidas sobre este Álbum e sobre o que lhe deu vida, o realizador Paulo Segadães documentou tudo num filme de 45 minutos, que acompanha o CD.

“True” é literalmente verdade. A verdade da nova vida do Legendary Tigerman. No que diz respeito ao Press Release propriamente dito e que eu deveria ter escrito, tivemos a felicidade de um grande senhor, Lindsay Hutton, ter resolvido fazer-nos a graça de nos oferecer algumas palavras sobre “True” e sobre o Legendary Tigerman. Está em inglês, mas as palavras são tão generosas e genuínas que não as quisemos traduzir.

The title of this album is a four letter word that perfectly describes the contents. This is cinematic and undulating music. Those who will benefit most from hearing it have no idea it even exists. Which is where, I guess, a “press release” comes in but nobody actually has to read anything anymore, you can just cut straight to the sonic aspect via the search engine of your choice. I could drop a bunch of names and make comparisons but The Legendary Tigerman is standing shoulder to shoulder with his influences these days. Let’s not ruffle preconception but I’d advocate that he’s actually surpassing them here and there. Authenticity isn’t worth a fuck if the music doesn’t come from the heart, especially now when anything can be faked with software of some description. “True” comprises the type of music that really has been known to save souls. I did have a mind to ask Paulo why he covered “20 Flight Rock” and “Green Onions” but then I thought about it. Purist baggage is unnecessary. It isn’t a given that anyone should be familiar with such standards, particularly youngsters and it’s time they were introduced to something worthwhile.You quite probably get inundated with material that is purported to be some kind of “next big thing’. We’re not making any such claim here. What I’d offer personally is that hearing this actually made me think that rock’n’roll might not be dead after all and let me tell you, I was actually worried. Give “True” a chance and I think you might feel like you want to hear more. That would sure be a start.”

Paulo Ventura